A nova geração provavelmente não consegue imaginar um mundo assim, mas houve uma época onde nós tínhamos acesso a informação apenas através da TV, de jornais e revistas e quando se trata de informações sobre coisas muito específicas, dependíamos de mídia especializada, normalmente revistas. Era raro a mídia feita para as massas, principalmente a TV aberta falar sobre jogos eletrônicos, quando o faziam era de uma maneira muito amadora. Por exemplo, aquela famosa entrevista dos anos 90 onde o jornalista dizia coisas vagas sobre o jogo do Sonic de Mega Drive e no final o chamou de “gato, o herói na tela”.

Depois que descobriram que dava mais audiência demonizar os produtos focados no público infantojuvenil, aí foi o fim. E com o nosso amado Game Boy não foi diferente…

Se por um lado as informações eram escassas, por outro as revistas especializadas ganhavam cada vez mais espaço. Não era perfeito, as informações não eram em tempo real e normalmente existiam meses e até anos entre a novidade e a publicação da informação no Brasil. Não eram raro os casos de pessoas que escreviam sobre acessórios e jogos como se tivessem jogado, mas isso não impedia as revistas de crescer já que o público era faminto pelo assunto e o custo de cada uma era bem baixo.

Se você viveu nos anos 90 e 2000 é impossível você não ter visto uma revista de jogos, visto aquelas imagens, ter usufruído de dicas e guias e até ficar imaginando como seria jogar aquele jogo que parece tão legal por aquela descrição. Lembro como se fosse hoje…

Revista Pokémon Club que falava sobre o lançamento dos Pokémon Gold e Silver, o sistema de dia e noite em tempo real e a possibilidade de fazer ovos usando Pokémon fêmea e macho. Aquilo pra mim era inacreditável. Passei um baita tempo sonhando com aquela única página.

E as páginas de propagandas de videogames e dos jogos? Quanto tempo passávamos vidrados nelas, desejando e sonhando em poder ter em mãos tudo aquilo.

No passado as revistas eram importantes mas acabaram caindo em desuso com a chegada da Internet. Acredito que a qualidade das revistas também foram caindo com o tempo e a internet não foi a única responsável.

Ter assinatura de revista marcou época, mas não era algo disponível financeiramente para todos.

Revistas em 2025

Ainda vale a pena ter revistas sobre jogos? Claro que uma pergunta de ordem subjetiva possui uma resposta subjetiva.

O lado negativo de ter revistas sobre jogos é o espaço que ocupa e os cuidados para conservar. Acaba tendo um custo para adquirir, para conservar e para armazenar, mas o lado positivo também tem muitas vantagens. É ter um pedaço do tempo nas mãos, com dicas, artes e toda sorte de conteúdo de forma material, tangível. Já tive a experiência de dar revistas de presente e isso render uma tarde muito boa de conversa com os amigos de infância. As revistas permitem uma viagem instantânea no tempo, também são um quadro de belas artes, com muita coisa bonita da época, um presente muito legal para amigos e um jeito muito divertido de interagir com crianças ou novos jogadores. É nostalgia para uns, novidade para outros e muita diversão para todos.

Como conseguir revistas? Existem as versões escaneadas em PDF na internet que são uma maneira sem custo de ver como eram as revista na época e para quem deseja a revista física existe o mercado de usados na internet que é onde eu costumo adquirir as minhas.

Para quem deseja um produto novo ainda existem opções atuais e uma delas se chama Jogo Véio. Uma revista feita recentemente, do tamanho A5, com as artes, papel e impressão de altíssima qualidade, com tudo o que desejávamos na época. Mesmo que atualmente não tenha muita novidade a respeito de jogos antigos, o material da Jogo Véio é sensacional! Costuma ser bem completo, dá para perceber o amor pela beleza em cada página e o carinho por todo o material. Existem edições que falam sobre o Game Boy e seus jogos e eles conseguem sem duvida dar aquele quentinho no coração com aquela coleção de prints e artes da época, todas organizadas com muitíssimo bom gosto. Um excelente produto para consumir sozinho ou dividir com amigos e filhos. Sem dúvidas um produto que vale a pena por um preço bem em conta.

E nós, aqui do Game Boy Club, sempre que somos convidados aparecemos por lá para deixar nossos pitacos sobre o tema Game Boy e seus jogos.

Não posso deixar de mencionar as publicações da Warpzone e Old!Gamer, que também trazem belas coleções sobre o nosso amado Game Boy, seus jogos e sua história.

Em 2005, 2006, no auge do Playstation 2 eu nunca iria imaginar que, no futuro, Game Boy e outros jogos antigos ainda teriam tanta procura, muito menos revistas falando sobre eles.

Mas e aí, você ainda possui revistas? Já usou bastante? Tem vontade de adquirir mais?  

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